A história do marketing

Alguns pensam que o marketing é uma ciência moderna. Não, não é. Vamos ver, por etapas (detalhando melhor de acordo com que for chegando até o século XXI) a história do marketing. Veremos que antigamente o poder estava com as corporações. Atualmente está com os clientes. Como isso aconteceu?
Marketing antigoIDADE ANTIGA/MÉDIA/MODERNA
     Inconscientemente os antigos praticavam marketing, mesmo antes de inventarem o dinheiro. Por ex: se você quisesse trocar 1 saco de arroz por 1 saco de feijão deveria negociar isso mostrando como seu produto valia muito (era difícil de plantar, era bem cuidado e bem escolhido, etc). Quando cunharam as moedas então, daí esta atividade passou a ficar ainda mais frequente. Por ex: no século IX os muçulmanos, para poderem vender mais,  abriram novas rotas, desenvolveram o comércio tanto com o Islã Oriental quanto com a Espanha e as regiões transaarianas e trouxeram novas técnicas para a arte do couro, das tinturas e dos perfumes. Só nestes 2 exemplos já observamos a aplicação de várias técnicas de marketing.
IDADE CONTEMPORÂNEA
Início
Revolução industrial     Não há dúvida que foi com o início da idade contemporânea o marketing tal qual como é hoje começou a ser desenhado. Em 1760 começou a revolução industrial onde eram produzidos muitos produtos de qualidade em grande número e em menor tempo. A necessidade era acharem compradores, então várias rotas comerciais foram criadas libertando-se os países e escravos para que estes também pudessem consumir, por exemplo. O cliente não tinha poder nenhum pois praticamente não existia concorrência. Era feito um grande marketing de massa orientado para a produção.

Antes da 2ª Guerra Mundial
Henry Ford     No início do século XX o cliente começou a ter um pouquinho de poder. Fatores como preço e qualidade começaram a ser observados pelos grandes distribuidores ao adquirirem produtos. Basicamente vendia aquele que fazia melhor e com um preço baixo. Ao mesmo tempo, as opções ainda eram muito poucas para os clientes. Como não lembrar daquela famosa frase de Henri Ford (grande produtor de carros desta época): “O carro é disponível em qualquer cor, contanto que seja preto.” Marketing orientado para o produto.
Após a 2ª Guerra Mundial
Fregues e proprietário
Atualmente o segredo está em
agradar o cliente
     Depois do fim da guerra, muitas empresas começaram a surgir. Precisavam vender mas agora havia concorrência e um mercado muito seletivo (praticamente todos os países estavam quebrados). A pergunta que surgiu foi: “Como vender ou se sobressair em um mercado destes?” Isso fez com que administradores e economistas começassem a estudar sobre o assunto. Pouco antes (talvez até prevendo essa transformação) Walter Scott havia escrito sobre a aplicação da psicologia na propaganda e William J. Reily sobre o varejo mas ainda eram muito subjetivos. Roland Vaile e outros autores respeitados disseram que não havia resposta à pergunta de como vender. Era impossível criar uma teoria sobre isso.
     Mas foi em 1954 que Peter Drucker lançou o livro “A prática da administração” e este livro era repleto de técnicas de marketing. Ele praticamente respondia àquela pergunta do início do tópico assim: “Para venderem e se sobressaírem no mercado usem e abusem da comunicação.” Só que eram técnicas muitas vezes abusivas sugerindo que se enganasse o cliente. Somente em 1960 Theodore Levitt viu que a filosofia “vender à qualquer custo” não estava correta e sugeriu a filosofia “satisfação a todo custo”. Então ele lançou um livro chamado “Miopia em marketing” que apontava os principais erros e prejuízos em usar o marketing para vender mas não apostar na satisfação do cliente. Com este trabalho e outros mais lançados ele é considerado o Pai do Marketing.
     Então, nos anos 60, uma série de pesquisas de mercado, matérias sobre marketing, livros e aulas sobre o assunto começaram a surgir. Como principais citamos o trabalho de Jerome McCarthy apontando os 4 P’s do marketing e o livro “Administração de marketing” por Philip Kotler (que mais tarde se consagraria o grande guru do marketing). Desde então cursos, posteriormente faculdades, livros, revistas, etc começaram a pipocar pelo mundo inteiro.
     A coisa foi caminhando de tal forma que hoje nós temos um marketing totalmente voltado ao cliente: é estudado como encantá-lo, fidelizá-lo, recuperá-lo ou surpreendê-lo. O poder saiu das mãos das empresas e está totalmente na mão do cliente. Como diria Sam Walton: “Só existe um chefe: o cliente. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente do conselho até o faxineiro, simplesmente levando o dinheiro para gastar em outro lugar.”

FONTES
Edjailson Silva – Site Administradores
American Marketing Association

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