Big Data e seu alto valor estratégico – Palestra com Fábio Almeida

     Também no FETI (onde assisti à palestra do Ricardo Zaniboni, último post e até agora o post de maior sucesso do blog) participei da palestra com Fábio Almeida, pós graduado em docência para educação profissional e bacharel em sistemas de informação que falou sobre o Big Data, banco de dados que faz as empresas conhecerem melhor seus clientes. Em uma palestra descontraída, Fábio nos mostrou o futuro do Big Data, como as coisas caminham para o tal futuro e nos propõe uma reflexão.
big data
   Bem, o que é o Big Data? Fábio passou a definição da IBM (a maior empresa de TI do mundo) para Big Data: volume + variedade + velocidade + veracidade + valor. Portanto os dados que as empresas tem sobre seu público alvo devem ser volumosas o suficiente para conhecê-lo (e conhecimento nunca é demais), variadas, o processamento das informações devem ser rápidos, verdadeiros (nem tudo que parece ser, de fato é) e tem de ter importância para a empresa.
     Fábio explicou como isso se dá hoje em dia. Note que em seu computador, ao entrar no Facebook ou em anúncios em sites/blogs (futuramente colocarei aqui) há anúncios que geralmente são de seu interesse. Estes dados são coletados pelas suas ações na internet. Por ex: se você entrou na página do globoesporte.com, depois na página do São Paulo, anúncios esportivos e acessórios do tricolor provavelmente serão os anúncios que o Google irá jogar para você. Isso me lembrou uma famosa frase que ouvi anos atrás: “Facebook não é de graça. Você está pagando com os seus dados.”
     Até aí tudo bem. A questão é o que o futuro nos reserva. Vou explicar. Temos 2 tipos de Big Datas: o estrutado (o mais comum, ATÉ AGORA) e o não-estruturado. O estruturado é, por exemplo, quando você vai às Casas Bahia, compra uma TV e eles jogam no cadastro seu nome, CPF, telefone, data de aniversário, email, etc e depois ficam mandando emails relevantes para você (mais conhecido como spam). Ou seja, tudo muito organizado. O não-estruturado são os dados jogados na rede sem uma organização definida. Por exemplo, você chega no seu Facebook e posta que foi a um jogo de futebol e no dia seguinte posta que está com dor de cabeça.
     O objetivo da IBM (e suas concorrentes, é claro) é cruzar todos estes dados e assim traçar o seu perfil por completo. Por exemplo, o Big Data vai saber que você foi à Casas Bahia comprar uma TV, foi ao futebol e, no dia seguinte, teve enxaqueca. E vai além, quando você estiver na rua e uma câmera de segurança de uma loja te filmar passando, isso já vai entrar no sistema. Com isso, as empresas conhecendo seu perfil, poderão lhe apresentar soluções com mais rapidez e efetividade. Em outras palavras, vender mais.
     E isso já existe e vem sendo testado. Por exemplo, Fábio citou que o Facebook criou o Apache Hive que supostamente tem o perfil de cada 1 dos cadastrados no site. As ações realizadas por estes tanto no Facebook como nos sites integrados (que não são poucos) são jogadas na “pastinha” do respectivo ser e assim, monta-se o perfil dele. O blog da IBM ainda apontou mais 4: Big Table (usado pelo Google), Dynamo DB (da Amazon), Lotus Note (da própria IBM) e Neo4j.
     E não é só as empresas que tem a ganhar não. Fábio citou um exemplo: “Imagine você entrar no seu carro e seu GPS apresentar as melhores opções de rota: onde está menos trânsito e tal. Antes, porém, você atendeu a um telefone e combinou com seu amigo de tomar uma cerveja. Então, o GPS (por ouvir a palavra chave ‘cerveja’ e saber a localização de seu amigo) lhe apresenta uma série de bares com boas opções para tomar uma gelada próximo a você e a seu amigo.” De fato, uma utopia.
     Bem, mas com isso surge uma questão: até onde vai minha liberdade? Aliás, este é um dilema complicado. Por um lado, se o que você fez é público e se cada empresa tem uma fração de você, o que tem de errado em cruzar todos os dados? Por outro, você permitiu isso? Querendo ou não, é isso que provavelmente vem acontecendo. Fábio afirma que a compra do WhatsApp por 16 bilhões foi por causa deste futuro que as empresas querem dominar. O que, de fato, parece ser, visto que o WhatsApp se recusa a fazer propagandas e cobra um valor praticamente fantasia por seu serviço.
     É, meus amigos, este é o futuro. E ele já começou. Recomendo a leitura DESTE ARTIGO do blog da IBM que mostra mais detalhadamente sobre este assunto, de onde tirei, inclusive, muitas referências para este meu próprio artigo. Nem eu, nem você, nem ninguém pode controlar isso. Acredito que o melhor meio é aprender a usar o Big Data a nosso favor e a favor de nossa empresa e não se iludir quando, ao pronunciar a palavra chocolate, bater em sua porta um vendedor da Nestlè.
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